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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Novas profissões na internet.

AS CARREIRAS.

Cada site é de um jeito e, por isso, pode deixar o usuário com a impressão de estar perdido ao acessar pela primeira vez. Evitar que isso ocorra é a missão de uma turma de profissionais que pensam a maneira como as pessoas irão navegar.
Arquiteto da informação.
Dá o pontapé inicial. Examina os objetivos do site, organiza os dados por ordem de importância e elabora os mapas de usabilidade, prevendo por onde o internauta irá navegar.
Analista de usabilidade.
Sua meta é saber o que os usuários querem. Realiza estudos frequentes para saber como o site é usado.
Webdesigner.
Seu olhar é voltado para o aspecto visual do site, mas faz isso pensando em como facilitar a navegação do usuário.
Gestor de usabilidade.
Identifica se o aplicativo ou site é de fácil acesso com base em requisitos não funcionais. Coloca-se no lugar de alguém que nunca utilizou o produto para saber se a relação é intuitiva ou se é difícil.
Webanalyst.
Está focado no desempenho do site. Sua meta é fazer com que as informações sejam encontradas com mais facilidade tanto pelos usuários quanto pelos buscadores.
Analista Funcional.
Verifica se os aplicativos estão atendendo aos requisitos funcionais com o máximo de rendimento.


OS ESTRATEGISTAS
Para figurar bem na web, é preciso se antecipar ao que vem pela frente, como um jogador de xadrez.
Consultor de e-business.
Analisa as necessidades de uma empresa e emprega estratégias para atrair clientes via internet.
Especialista em análise da web.
Mede os dados de audiência e publicidade de um site com a finalidade de melhorar seu posicionamento. Interpreta a relação do marketing online com as informações estatísticas.
Especialista em links patrocinados.
Elabora e monitora as campanhas. Além de dominar as ferramentas de links patrocinados e de certificação, tem perfil mais analítico e estratégico.


REI DO CONTEÚDO
Internet não é só apresentação visual. O conteúdo faz a diferença na relação com os usuários e precisa ser produzido pensando em todas as possibilidades que a web permite.
Editor de conteúdo
Encarregado do conteúdo, da redação e da edição dos textos publicados na web, desde um site corporativo até um jornal digital.
Blogueiro
A democracia da internet permite que qualquer pessoa possa escrever sobre os assuntos de seu interesse. Muitas pessoas se especializam nisso e se tornam blogueiros conhecidos, com público fiel. Quando um blog faz muito sucesso, pode ser patrocinado, além de ajudar a projetar a carreira do autor.
Caixeiro online
Cada vez mais, a internet se transforma em centro de compras. Mas para vender na rede é preciso entender os hábitos de consumo.
Gestor de marketing para e-commerce.
Realiza campanhas, acompanha o desempenho das lojas virtuais e o rendimento da publicidade.
Responsável pelo marketing de filiais.
É o intermediador em uma categoria de publicidade na qual os anunciantes só pagam quando há resultados em webvisitas ou vendas.
Diretor de marketing online.
Especialista em contratos publicitários na internet e em criar campanhas de promoção de produtos.

FAZ APARECER BEM NO GOOGLE
Conhecer os critérios de um site de busca e saber como usá-los a seu favor é o diferencial desse time.
Especialista em Search Engine Marketing (SEM)
Define a estratégia que será usada em uma ação publicitária, o que envolve a escolha das palavras-chave que serão patrocinadas. Também estabelece o orçamento necessário para as ações.
Especialista em Search - Engine Optimization (SEO)
Posiciona os conteúdos para que o site se destaque entre outras páginas da web, identificando palavras-chave.
Webmarketer.
Promove usuários ou sites nos indexadores e em redes sociais para fazer com que sempre apareçam em anúncios ou buscas.

UM MIX DE HABILIDADES.
Jogador profissional de jogos massivos online
Cria personagens capazes de progredir rapidamente em jogos com o objetivo de vendê-los para outros usuários.
Advogado especialista em direito na internet
Trata de tópicos como a contratação online, comércio eletrônico, assinatura digital, proteção de dados, propriedade intelectual e gestão de conteúdos, condições gerais de contratação na web e problemática jurídica dos nomes de domínio, entre outras questões.
Designer educacional.
Responsável por pesquisar e contribuir com o conteúdo dos cursos, organizando de forma didática, interativa e visualmente interessante o material. Trabalha em instituições de ensino, universidades corporativas e consultorias especializadas em ensino a distância.
Investigador de computadores.
Um detetive que busca evidências em computadores ou dispositivos móveis de suspeitos e vítimas de crimes, contribuindo para a investigação da polícia.
Foco na interação.
A troca entre os usuários e quem está por trás dos sites é uma das grandes riquezas da internet, mas é preciso agilidade e habilidade para responder.
Gestor de mídias sociais.
Responsável por monitorar como a marca está sendo avaliada e comentada. Muitos interagem com os clientes.
Gerente de marketing digital.
Responsável pelo acompanhamento da reputação da marca na internet. Monitora o conteúdo da exposição da marca nos meios digitais.
Mobile marketing.
Ajuda na elaboração de campanhas em parceria com os outros meios e desenvolve atividades publicitárias em dispositivos móveis e nas redes sociais.

Fonte: ZH

domingo, 17 de agosto de 2014

Cinco pilares que líderes precisam transmitir para suas equipes

Relevância – Diante das necessidades e expectativas expressas pelo mercado. Nenhuma empresa terá chance real de sobrevivência sem demonstrar sua relevância no atendimento de demandas de consumidores e da sociedade. É também necessário engajar seus colaboradores com a relevância de seu propósito de forma que seja uma inspiração coletiva para todas as aspirações individuais sem comprometer governos com seu papel no desenvolvimento econômico e social e sem superar consistentemente as expectativas de retorno de seus investidores e acionistas. As lideranças têm o papel de assegurar que as diversas dimensões de resultados da organização estejam em sintonia com essas expectativas.

Coesão – Grupal diante da certeza dos impactos positivos de uma cultura organizacional forte para superação de todos os obstáculos. Uma forte coalizão de lideranças dedicadas para o sucesso coletivo e para a pactuação coletiva em torno de um propósito comum e relevante pode assegurar o direcionamento de toda a energia organizacional para realizar seus objetivos e entrega de suas propostas de valor para diferentes stakeholders. O papel das lideranças é fortalecer essa coesão grupal para fomentar tal energia organizacional positiva.

Resiliência – Diante das necessidades de reinventar seus negócios. Renovar propostas de valor para diferentes stakeholders, de adaptar a novas dinâmicas competitivas, de fazer sacrifícios em prol do sucesso de longo prazo e descongelar certezas culturais fossilizadas ao longo do tempo pelos grupos. Acreditar todos os dias que os melhores tempos ainda estão por vir e que para isso, é necessário trabalhar. O papel das lideranças é coordenar todos esses esforços de transformação organizacional, influenciando, orquestrando, monitorando e reconhecendo.

Foco – Nas competências essenciais necessárias para a realização do propósito comum para promover disciplina necessária para superar ilusões megalomaníacas e relembrar todos os dias que no passado o sucesso foi decorrente de muita dedicação e que no futuro será obtido à medida que a organização consiga direcionar suas energias para oportunidades mapeadas e se concentrar no essencial. O papel das lideranças é manter tal obsessão por resultados, por solidez e por competências.

Excelência – Em todos os aspectos do sistema organizacional, principalmente da execução de processos, no controle financeiro e nas experiências do consumidor com seus produtos e serviços. Nenhuma empresa pode se sustentar a longo prazo sem crer verdadeiramente que excelência é um alvo móvel e, assim, aquilo que se torna excelente hoje não será suficiente para os próximos passos. O papel das lideranças é desenvolver novos líderes humildes e conscientes de que a sorte caminha ao lado daqueles que trabalham.

Fonte: Administradores

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quando vale mudar de emprego?

A construção civil e o setor de tecnologia continuam atrás de mão de obra qualificada. As oportunidades na área de serviços, ligada ao consumo, estacionaram. Quem trabalha em segmentos atingidos pelas variações do dólar anda sem saber o que esperar do futuro. Economia aquecida não significa que chegou a hora ideal de mudar de empresa. Nem quando há desaceleração é sinal de que não se pode buscar novos caminhos. 
Há muito mais a ponderar antes de trocar de emprego. A remuneração não perdeu importância. “Mas as pessoas já focam na possibilidade de equilíbrio entre profissional e pessoal e no reconhecimento público dos méritos”, diz Gilberto Cavicchioli, professor de gestão de pessoas e marketing de serviços da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Especialmente, a atual geração. veja alguns itens para avaliar a possível troca de emprego
























Fonte:Época

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

5 dicas para acertar ao falar sobre si durante a entrevista.

1. Os primeiros minutos são cruciais.
Sete minutos. É o tempo que você tem para “fisgar” um recrutador. É que, em média, a decisão dele sobre bater ou não o martelo sobre a sua contratação é baseada nestes primeiros minutos da conversa.
Sim, a primeira impressão é a que fica e os representantes das empresas confirmaram esta máxima durante o evento.

2. Conecte os fatos descritos.
Descrever a trajetória não é repetir o que está no seu currículo. Afinal, o entrevistador já está com ele na mão.
Em vez de dizer o que fez opte por explicar os “porquês” da sua vida profissional até agora. Assim, você traz significado ao conectar fatos e dados expostos seu currículo.

3. Evite ser muito detalhista.
Entrar em muitos detalhes pode comprometer a transmissão do panorama geral da sua carreira, já que a apresentação deve ser rápida. A ideia é manter uma visão de águia a respeito da sua trajetória profissional.

4. Aposte na coesão da sua história.
Assim como um texto, a sua apresentação precisa ser coesa. Construa o seu discurso pensando se a história que você vai contar faz sentido e demonstra quem é você e o que você busca para a sua carreira.

5. Deixe adjetivos e chavões de fora do seu discurso.
Não sucumba aos adjetivos e chavões na hora de falar sobre si. Falar obviedades como se fossem grandes sacadas pessoais pode dar a impressão de que você é ingênuo demais.
Exemplo: dizer que o intercâmbio permitiu que você entrasse em contato com outras culturas não diz nada além do óbvio. Da mesma forma, autoproclamar-se persistente não quer dizer muita coisa. Deixe que os fatos conduzam o recrutador a concluir isso.

Fonte: Revista Exame

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Passo a passo para fazer um vídeocurrículo.

Comum nos Estados Unidos e na Europa, o currículo em vídeo vem ganhando força no Brasil. Apesar de ainda ser considerado um diferencial, muitas empresas já estão colocando o formato em seus processos seletivos.

Para Camila Laguzzi, coordenadora da La Gracia, empresa que presta consultoria para apresentações, a prática deve se tornar mais comum na medida em que a internet e as novas tecnologias evoluírem e se tornarem mais acessíveis. “Com a internet, fica mais fácil para as pessoas produzirem conteúdos pessoais. Não é necessário contratar alguém ou investir dinheiro. O processo de produção está cada vez mais fácil e acessível, já que as câmeras dos celulares estão mais potentes também”, afirma Camila.

Seja para impressionar os recrutadores ou para ultrapassar mais uma etapa do processo seletivo, gravar um vídeo falando de si mesmo não está na lista das coisas mais fáceis para se fazer, mesmo para quem é considerado “multimídia”. Segue aqui um passo a passo para não queimar seu filme e ter ainda mais chances de ser contratado.

1º passo: Pesquise sobre a empresa
Perceber o que a empresa quer é fundamental para começar a gravar. Saiba quais são as características desejadas. “Nessa primeira fase, é importante pesquisar o mercado em que você quer atuar. Pesquise também a empresa e identifique alguma necessidade. Nunca faça algo genérico para mandar para diversas empresas. Você precisa falar diretamente com o seu público. Faça algo exclusivo e direcionado”, afirma Camila. 

2º passo: Crie um roteiro criativo
Depois de colher informações sobre a empresa e o mercado, é hora de criar um roteiro. Detalhe: não basta tê-lo na sua cabeça - o ideal é passar tudo para o papel. “Uma boa ideia é gravar um vídeo falando de alguma experiência pessoal ou profissional, algo que crie a expectativa de que você vá trazer benefício real à empresa”. Para Camila, o objetivo do vídeo é mostrar para os recrutadores as competências e características que traduzam o que o candidato é e também que ele se encaixa nas necessidades da empresa. “Nessa etapa, um dos maiores erros dos candidatos é não planejar o vídeo e apenas ler o próprio currículo em frente à câmera”.

Dica: Não faça vídeos longos. O ideal é que o filme tenha no máximo um minuto. "O vídeocurrículo é uma apresentação. É como na publicidade – você tem que falar o que o produto tem de melhor em poucos segundos”.

3º passo: Preocupe-se com o visual
Nada de choro de criança, telefone tocando ou som de televisão.  Preocupe-se com todos os itens que possam roubar a atenção do recrutador. “Nessa hora, pequenos detalhes fazem a diferença. Evite cores muito chamativas, por exemplo. Até a cor do concorrente pode atrapalhar”.

Assim como em qualquer entrevista de emprego, é essencial planejar o que vestir para aparecer na tela. Para advogados, por exemplo, um terno bem alinhado é fundamental. “Até um corte de cabelo diferente pode trazer a ideia que você é um profissional criativo e busca inovação”.

A qualidade da imagem da gravação não é o item mais importante, basta que a imagem fique nítida.

4º passo: Tenha boa postura
Na hora de gravar, é importante falar o português correto, saber a entonação das palavras e ter boa postura. “O vídeo permite que o recrutador olhe no olho no candidato e perceba coisas que são impossíveis de notar no currículo impresso”.

Fonte: Época

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Outsourcing no mercado de TI

Termo que está em evidência e conceito cada vez mais popular no meio corporativo, a definição de "outsourcing" costuma gerar confusão. Geralmente, e de maneira errada, é traduzido como "terceirização". Convém então, e antes de tudo - diferenciar uma coisa e outra.


Por terceirização, entendem-se atividades mais rotineiras, de menor valor percebido, aquelas geralmente mais distantes hierarquicamente do "core business" (a "vocação" da empresa). Mas, que atividades são essas? Limpeza, segurança, transporte, logística, são bons exemplos. Enfim, atividades que, embora importantes operacionalmente, influem pouco nos aspectos estratégicos e até comerciais de uma empresa.



O outsourcing, em sua essência, também é uma terceirização, contudo, terceirização estratégica de áreas-chave para o "core business", muitas das quais, inimagináveis há até pouco tempo: controle financeiro, força de vendas, sistemas de informação, prospecção e T.I. Que tal colocar seu foco naquilo que você faz melhor que sua concorrência e deixar que especialistas cuidem do restante? Essa é justamente a melhor definição para o outsourcing. Como principais vantagens, podemos citar a redução de custos e o aumento geral da produtividade.



Com o aumento exponencial da competitividade nos mais variados mercados, as empresas, independente do porte, se viram obrigadas a repensar seu modelo de negócios e, consequentemente, a adaptar suas estruturas internas a essa nova realidade. Há cada vez mais especialistas no mercado à disposição para resolver todo e qualquer tipo de problema que você e sua empresa possam ter. Vive-se atualmente um "boom" do outsourcing. Desnecessário dizer que esse fato contribui para uma queda qualitativa na atividade, afetando diretamente empresas sérias cujo core business (de novo o termo) é, justamente, a prestação profissional de serviços de outsourcing.



Então, como e quando decidir transferir áreas-chave de sua empresa, para quem realmente entende do assunto? Como saber se suas necessidades serão supridas por profissionais realmente competentes, e não por "aventureiros do mundo do outsourcing"? Considerar os seguintes aspectos:



- Identifique e avalie as oportunidades: saiba quais são os seus processos críticos, ou seja, aqueles que devem obrigatoriamente ser conduzidos por sua organização, e quais não são vitais para seu sucesso.

Uma vez identificadas as competências-chave da empresa (aquilo que realmente "fazem bem feito"), todas as demais atividades são candidatas ao outsourcing. Defina exatamente o seu cenário atual e alinhe suas expectativas futuras ao cenário do outsourcing.


- Selecione o fornecedor: saiba separar o joio do trigo, afinal existem muitas empresas que oferecem "terceirização" de serviços. Como em qualquer caso, busque referências antes de contratar. Indicações de amigos e parceiros já atendidos são um ótimo parâmetro. Reportagens na mídia sobre empresas de destaque no setor, também são excelentes como referência no processo de escolha.



- Prepare a transição: caso o departamento a ser transferido para o outsourcing já exista em sua empresa, programe essa transição de maneira ordenada e antecipada. Identifique quais são os colaboradores e talentos humanos que podem migrar para outros departamentos, por exemplo. Comunique as equipes com antecipação, mostrando os aspectos positivos que as mudanças terão para o desempenho de todos.



- Acompanhe o desempenho continuamente: avalie se o desempenho do prestador de outsourcing está de acordo com suas expectativas e, acima de tudo, se está perfeitamente alinhado com os índices de resultados e excelência acordados em contrato. É natural que haja ajustes no decorrer dos processos, em especial no início de uma operação. Contudo, resultados negativos recorrentes e desvios graves dos termos acordados são sinais de que medidas corretivas mais urgentes precisam ser tomadas. Nesta fase, a melhoria contínua dos processos entre as partes deve ser o principal objetivo a ser atingido.



Ainda é interessante destacar que o outsourcing deve ser sempre encarado como uma parceria estratégica efetiva entre a empresa contratante e a contratada. De início, os níveis hierárquicos mais elevados devem envolver-se diretamente nos processos e, gradualmente, podem passar a delegar funções de intermediação estratégica aos gestores responsáveis por cada área. Ainda neste caso, uma transição gradual e ordenada também é muito recomendada.



E, afinal, quais áreas são passíveis de outsourcing? Podemos citar:



- Planejamento estratégico: afinal, a melhor estratégia do mundo pode ser desperdiçada se não houver pessoal com conhecimento e envolvimento necessários à sua execução;



- Marketing e vendas: quem nunca ouviu falar em contratar uma agência de marketing, ou de promoção de vendas, para cuidar da divulgação de seus produtos e serviços, por exemplo?



- Recursos humanos: delegar a alguém especializado todo o processo de seleção que lhe entregasse um profissional já treinado para uma área importante de sua empresa. Não seria ótimo?



- Informática e T.I.: gestão de equipamentos complexos, consolidação de base de dados e, claro, assistência técnica permanente de sua área de informática certamente são algo que deve ser delegado a profissionais dedicados exclusivamente a isso.


Muito mais do que uma simples terceirização, o outsourcing deve ser visto como um processo de transformação estratégica. Concentre-se naquilo que faz melhor e entregue o restante a especialistas. Sua empresa agradece.


Augusto Gomes – Diretor do Royall Group, empresa especializada em Outsourcing Integrado, nas áreas de Vendas e Marketing, Recursos Humanos e T.I. 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dicas para aumentar seu salário.

Faça uma Pesquisa de Mercado para o Salário da sua Profissão


Para se poder ter razão, antes de mais nada, é preciso conhecer bem sobre o assunto que se está falando. Antes de pensar em negociar seu salário com seu chefe, procure saber quanto está ganhando em média um profissional que tem o seu cargo.

Você pode ser médico, engenheiro, advogado, professor, músico, não importa, sempre há um patamar mínimo de valorização de salário para a sua profissão, sempre há um mínimo que o mercado paga.

Esse salário mínimo da profissão depende de vários fatores alguns deles externos tais como o tamanho da empresa, valor dos produtos, valor dos serviços, quantidade de profissionais que são formados pelas faculdades e outros internos tais como o quanto você estudou, os anos de experiência, se fez atualização, etc…

Faça uma pesquisa detalhada sobre o salário que um profissional com a sua qualificação está ganhando e compare com o seu rendimento. Se você está ganhando menos que um profissional equivalente em outra empresa, essa é uma boa hora para negociar o seu salário.

Os diretores provavelmente sabem que você está ganhando menos que o seu cargo pode pagar e até esperam que você faça uma negociação de salário, não tenha medo de se valorizar 


Não seja Precipitado na sua Entrevista de Emprego


Durante a entrevista de emprego, se o entrevistador tocar no assunto do salário fazendo perguntas do tipo: ” Qual é a sua pretenção salarial ? ” ou então ” Quanto você pensa em ganhar de salário ? ” muita calma nessa hora !!

Respire fundo, seja firme e responda o valor de salário que você pesquisou no mercado, jamais responda durante a sua entrevista de emprego um valor mais baixo para garantir ou então um valor de salário muito alto, responda no patamar certo e você já ganha muitos pontos.

Outra dica interessante para a entrevista de emprego é quanto ao invés de perguntar o entrevistador oferece um salário a você. Se ele disser por exemplo ” Oferecemos um salário de R$ 2 mil “, nunca aceite de imediato, sempre faça uma expressão de dúvida do tipo: ” humm, dois mil reais… ”

Agindo desta maneira você vai deixar o entrevistador ansioso pela sua opinião e se ele se sentir inseguro pode até oferecer um salário maior: ” E que tal R$ 2 mil e Quinhentos ? “.


Responda Sim e Não na Hora Certa


Caso você esteja em dúvida sobre o salário oferecido e não sabe se vale a pena aceitar, você não precisa dizer sim ou não, use o recurso do talvez.

Você pode educadamente ganhar tempo na sua entrevista de emprego usando respostas do tipo: ” Fico muito agradecido com sua oferta de salário, mas prefiro pensar um pouco mais. ” ou então do tipo: ” Interessante sua oferta de salário, mas antes de aceitar, quero saber alguns detalhes sobre a empresa… ”

Como foi dito na dica acima, nunca seja precipitado. Sabemos que hoje em dia existe o desemprego e que é difícil conseguir uma boa entrevista, mas é sempre melhor usar a estratégia do que aceitar logo de cara e depois ficar trabalhando arrependido e chateado com um salário mais baixo.

Caso você não esteja satisfeito com o salário oferecido seja sincero e diga educadamente que você não aceita: ” Muito obrigado pela sua oferta de salário e de emprego, mas vou continuar minha pesquisa de mercado. “. Lembre-se sempre de se valorizar: você é um profissional e merece um salário justo em relação ao seu estudo e qualificação.

Caso você esteja feliz com o salário oferecido também não tenha medo de dizer sim.

Você entrou no mercado de trabalho e a empresa está disposta a pagar um ótimo salário: negócio fechado !!

Mas cuidado: mesmo que você fique feliz, mantenha sempre a seriedade, não vá sair comemorando como se fosse um gol do seu time.

Deixe para comemorar o seu salário em casa, no bar com seus amigos, em qualquer lugar, menos na frente do seu chefe. Uma postura séria e profissional sempre valoriza o funcionário.


Fonte: Guia da Carreira

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Tempo livre e ócio criativo: receita para o bem estar.


Fugir do óbvio. Não se conformar com o pré-estabelecido. Ficar incomodado com a rotina. Buscar o novo. Alimentar a criatividade. O ser humano precisa inovar para evoluir em todas as áreas, sejam emocionais, sejam práticas. Para isso ele precisa de tempo livre e liberdade para exercer o ócio criativo. Só assim é possível equilibrar trabalho e produtividade com lazer e bem-estar.

A vida depende da criatividade: para conquistar um amor, assegurar a vaga de emprego, desenvolver uma máquina incrível ou descobrir a vacina para determinada doença. Não importa. Inspiração para apresentar algo novo é fundamental para a existência. É o oxigênio que move a existência.

O professor e sociólogo italiano Domenico De Masi, autor do livro Ócio criativo, alerta para a urgência de o homem fazer a redistribuição do tempo, do trabalho, da riqueza, do saber e do poder. Ele desenvolve um pensamento sobre o trabalho, o tempo livre e a evolução da sociedade e mostra toda a insatisfação diante do modelo centrado na idolatria do aspecto profissional e da competitividade. "É preciso dar valor à introspecção, ao convívio, à amizade, ao amor e às atividades lúdicas para se tornar um ser criativo."

Tanto é verdade essa necessidade que a professora Kalina Christoff, do Departamento de Psicologia da Universidade British Columbia, no Canadá, provou por meio de imagens de ressonância magnética que o cérebro está bem mais ativo durante o devaneio do que se imaginava. A pesquisa, publicada na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), comparou esse estado a um momento de raciocínio lógico. Ou seja, mesmo num ritmo menos acelerado, o cérebro está criando. Isso significa que distração e a diversão não são coisas de gente preguiçosa ou folgada. É também um caminho para ter boas ideias, manter a saúde e resolver problemas.

ECONOMIA CRIATIVA

Ema artigo publicado na revista Inteligência Empresarial, nº 37, assinado por Edna dos Santos-Duisenberg, economista, diplomata internacional aposentada da ONU e ex-chefe do Programa de Economia Criativa da United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD), em Genebra, a autora discorre sobre tempo livre, lazer e economia criativa. Ela diz que a definição de lazer é controversa. 

Mas há um certo consenso de que existem três formas: lazer como tempo, lazer como atividade e lazer como estado de espírito. "Lazer como tempo é o chamado tempo livre de obrigações de trabalho e das necessidades fisiológicas. Lazer também pode ser compreendido como as atividades a que as pessoas se dedicam quando dispõem de tempo livre, sem contar as atividades vinculadas à existência, como as horas de sono ou cuidando da casa ou dos afazeres domésticos. Estas atividades podem ser variadas, desde aquelas ligadas à recreação, aos esportes, até as que são mais voltadas ao desenvolvimento humano ou intelectual, tais como ler por prazer. Considerar lazer como estado de espírito é ainda mais complexo, pois depende da percepção individual sobre conceitos diversos, tais como a liberdade, a motivação, a competência, o espírito competitivo etc. 

O importante, neste caso, é a possibilidade de escolha." Edna fala ainda sobre a economia criativa, "um conceito relativamente novo, centrado, mas não restrito às artes e às atividades culturais, e voltado para a dinâmica das indústrias criativas e seu impacto na economia global. Trata-se de um grupo de bens tangíveis e serviços intangíveis que têm como insumo principal a criatividade e o capital intelectual, e que se tornou um componente essencial de crescimento econômico, do emprego, do comércio, da inovação e da coesão social." Edna lembra que o comércio de produtos criativos atingiu em 2011, US$ 624 bilhões. "O Brasil, apesar do seu grande potencial criativo, exporta atualmente cerca de US$ 7,4 bilhões de bens e serviços criativos."

OBRA DE ARTE DO INCONSCIENTE

O psicanalista e professor de psicologia da UFMG Guilherme Massara, diz que este é um tema instigante. "A pesquisa que revela dados sobre o Mind Wandering é interessante e atesta como o devaneio se apoia num complexo arranjo de funções cerebrais. Outro dado interessante: que é uma atividade que aumenta na medida em que a mente não está sob a pressão de uma tarefa por realizar."

Conforme Guilherme Massara, para a psicanálise, o devaneio diurno ou noturno, aparentemente desprovido de sentido, às vezes absurdo, incoerente ou estranho, é um processo que traz a marca do inconsciente. "E como tal, traz em sua composição – muitas vezes de forma disfarçada – traços dos desejos, dos temores ou angústias que vivemos. O sonhar acordado não necessariamente resulta numa narrativa que seja portadora de um sentido em si mesma, mas é algo que pode ser interpretado (numa situação específica, ali, trabalhada "no divã") e que pode sim, com isso, revelar algum sentido ao sonhador."

O psicanalista lembra que o termo inglês "wandering" reporta-se à raiz etimológica de "errância" ou divagação. "A lição de Freud é que a errância não é sinônimo de esmo, de aleatório ou de indeterminado. Há caminhos, trilhas e vias traçadas sobre as experiências e memórias inconscientes de cada um de nós e, quando devaneamos, frequentemente essas vias são alimentadas e nos põem diante de algumas verdades difíceis, dolorosas ou proibidas. E são esses caminhos que nos colocam diante das inscrições fundamentais de nossa história e que se mesclam às ficções dos devaneios, cujo resultado, frequentemente, não deixa de exibir também qualidades estéticas. O sonho, e quem sabe também o devaneio, sejam no final das contas aquela pequena obra de arte com a qual nos saúda o inconsciente nosso de cada dia?", questiona.

Para o sociólogo Domenico De Masi , a escolha é a seguinte: "Posso viver o ócio prevaricando, roubando, violentando, entediando-me e explorando. Ou posso vivê-lo com vantagens para mim e para os outros, fazendo com que eu e os outros sejamos felizes, sem prejudicar ninguém. Neste caso, e só neste caso, atinjo a plenitude do conhecimento e da qualidade de vida".

Fonte: Saúde Plena.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Dicas para escrever uma boa redação no trabalho.

Dica 1. Não inicie como quem não se dá importância. Por exemplo, “Muito se tem dito sobre ...” ou “Não pretendo aqui exaurir o assunto ...”. Também não inicie como quem vai explicar tudo que não vai fazer, isso é desanimador e pode não sobrar espaço para o que você vai fazer - ou iria fazer! Por exemplo: “Não se trata de...”. Inicie com elementos taxativos, curiosos, capazes de em uma fisgada levar o leitor a se engajar na leitura. Por exemplo, você vai escrever sobre pesquisa a respeito de água em Marte. Tendo ou não água em Marte, comece com algo do tipo “Há água em Marte. Pode haver vida ...”. É claro que, em vários casos, terá de relativizar depois.

Dica 2. Não faça frases longas. Deixe isso para o Saramago (que eu não leio). Também não abuse no tamanho dos parágrafos. Há quem faça muitos parágrafos, usando aquele estilo que permite mesmo quase que uma frase em cada parágrafo. Esse estilo não é para qualquer um. Não aconselho.

Dica 3. Escreva com o seu repertório, com o seu vocabulário. Caso ele não seja rico, paciência. Escreva com o que tem, deixe para depois ler mais e adquirir um vocabulário maior. Não tente não repetir palavras, como a professora da escola básica ensinou. Pode repetir. O segredo é não repetir de um modo que, lendo em voz alta, você sinta que incomodou. Hoje em dia, por influência do inglês, repetimos mais do que no passado. Não gosto daquele truque de substituir Marx por “o autor de O Capital”, para não repetir o nome “Marx”. É um recurso infantil.

Dica 4. Escreva de uma vez só. Bem, ao menos a versão final, deve escrever de uma vez só. As paradas mudam o estilo da escrita, os tempos dos verbos etc. Somente escritores bem treinados pegam um texto que estava na gaveta há algum tempo e reiniciam no mesmo tom e estilo.

Dica 5. Não cite autores importantes para dizer coisas que você ou qualquer um pode dizer. Para usar uma frase ou um pequeno trecho de um autor, escolha algo que é relevante, algo que é original dele. Mas não cite por citar, o trecho utilizado deve vir por necessidade do texto. Evite aquele estilo de tese velha (mesmo que esteja escrevendo algo parecido com tese), em que o autor prima por nunca escrever, apenas ir de citação em citação, de destaque em destaque.

Dica 6. Cuidado com os vícios gramaticais. Todos nós temos e todos nós, mesmo os profissionais da escrita, adquirirem outros mais tão logo corrigiram os que incomodavam. Há autores veteranos que, sabe-se lá por qual razão, começam a escrever com um ou dois erros e vão embora com isso. Corrigidos, ficam paralisados, não sabendo como que puderam cair naquele erro. É que não era um erro, ou melhor, era sim um erro, mas algo que se tornou um vício imperceptível.

Dica 7. Não abuse de vírgulas. Há regras para tal, mas se você foi bem alfabetizado, a melhor regra é a da respiração, que lhe dá a pausa “natural”. Leia em voz alta e então corrija as vírgulas.

Dica 8. Não escreva sobre o que não sabe. Escrever sobre o que não se sabe é um dom. Mas é um dom que chateia demais! Há pessoas que deixam a pena correr, que falam de tudo, mas não falam do assunto que escolheram. Afinal, o que tinham para dizer sobre aquele assunto cabia em um bilhete. Use o Twitter ou o Facebook em caso de ter apenas ideias esparsas. Texto bom é antes de tudo texto informativo sobre o assunto proposto. Isso também vale para o texto ficcional. Descrições de ambiente, divagações e outros recursos que antes chamávamos de “encher linguiça”, mostram um escritor vazio.

Dica 9. Não faça do esquema “introdução-desenvolvimento-conclusão” uma camisa de força. Tal esquema é pobre, é realmente para quem não tem nenhuma experiência com a leitura e a escrita. Serve para quem realmente é um iniciante. Mas, logo que possa saia disso.

Dica 10. Saiba distinguir gêneros narrativos. Um ensaio tem semelhança com um artigo, mas não é um artigo. Uma tese é uma tese. Um aforismo é um aforismo. E por aí vai. Cuidado com isso. Muitos jovens só leem textos científicos, os de sua área de estudo, e não conseguem construir uma narrativa própria para “contar algo”. Aprenda a “contar uma história”, a “contar algo”. Lembre-se que pode sim escrever na primeira pessoa, alternando com a primeira do plural quando quiser engajar o leitor. Não é necessário escrever no impessoal, mesmo que seja filosofia!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Crescimento de vagas em TI.

O mercado de tecnologia da informação está em crescimento desde 2013 e deve continuar assim este ano. De acordo com a consultoria IDC, as áreas que mais devem contratar são as ocupações ligadas a programas, chamados de softwares, a serviços e a aparelhos e equipamentos, conhecidos como hardwares.
O setor contratou 159 mil pessoas no Brasil inteiro em 2013. Quase metade das vagas foi pra para o estado São Paulo (47%), depois Rio de Janeiro (11%) e Minas Gerais (10%).
Em Belo Horizonte, um pólo de TI está se formando no bairro São Pedro, região sul da cidade, e já reúne 143 startups, jovens empresas que trazem ideias inovadoras para o mercado. O bairro está sendo chamada de San Pedro Valley, uma referência ao Vale do Silício na Califórnia, nos Estados Unidos, onde estão localizadas algumas das maiores empresas de tecnologia da informação do mundo.
Os três cargos mais procurados na área de TI, segundo a Brasscom e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), são analista de desenvolvimento de sistemas, analista de suporte computacional e programador de sistemas da informação.
A demanda é tão grande que existe um déficit de profissionais no mercado. Só neste ano, 45 mil vagas devem deixar de ser preenchidas no país. Há quatro meses, a empresa em que a analista de seleção de pessoas Karina Marcenes trabalha tenta contratar dez analistas de sistema: “O mercado pratica faixa salarial de R$ 3 mil a R$ 8 mil. Podem variar de acordo com a senoridade dos profissionais, com nível de experiência com as subáreas da área da tecnologia da informação que ele atua”.
A especialização também ajuda. O coordenador de TI Thiago Fagundes é formado em computação e é especializado em gestão de negócios. Ele foi contratado há seis meses e já conquistou um cargo como coordenador, ganhando 30$ a mais. “Eu pretendo continuar seguindo carreira aqui. Como fui recém promovido, ainda tenho bagagem a ser adquirida na nova função, mas no futuro ter novas possibilidades também”, afirma.
Apesar da maior parte das contratações do ano passado terem acontecido no Sudeste, a região Sul se destaca como um grande pólo em desenvolvimento. Os três estados empregaram em 2013 mais de 34 mil pessoas na área. O Paraná é o estado que lidera em contratação e também em número de empresas.
Em Curitiba, por exemplo, há 5,5 mil empresas de tecnologia de informação, segundo a Prefeitura.  O número praticamente dobrou em menos de uma década. “O parque de software tem vários incentivos fiscais. Por exemplo, o ISS é mais barato e quem constrói não paga IPTU por dez anos”, explica Sérgio Mainetti Jr, presidente da Associação das Empresas do Parque de Software.
Fonte: Jornal Hoje

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dicas para conseguir emprego após a faculdade.

1. Intercâmbio
Uma ótima alternativa para aumentar suas chances no mercado de trabalho é pensar em um intercâmbio logo após a formatura. Pense em programas de especialização na área em que você acaba de se formar porque isso pode melhorar o seu currículo. Esse tipo de curso pode ser útil, inclusive, para que você descubra em que área pretende atuar, uma vez que possui duração curta e não é necessariamente uma pós-graduação. Você pode até mesmo se especializar em mais de uma área.
2. Trabalho freelance
Trabalhar como freelancer é uma ótima maneira de ganhar experiência na sua profissão e construir o seu nome no mercado de trabalho. Outras vantagens desse tipo de trabalho é que ele pode ser feito de casa e no horário que você tiver disponível. Contudo, é fundamental que você seja uma pessoa disciplinada e cumpra os prazos combinados com seus clientes. Além disso, lembre-se de que você terá de usar os seus próprios recursos para realizar o trabalho.
3. Programas de trainee
Uma vez que você já não pode mais se candidatar a processos de estágio, uma alternativa eficiente é se inscrever em programas de trainee. Esse tipo de programa seleciona recém-formados para desenvolverem projetos e serem treinados dentro de empresas. Dessa maneira você tem mais chances de ser contratado após o fim do programa.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Como fazer boas negociações.


O que um general do exército durante uma guerra e um executivo em tempos de crise têm em comum? Guardadas as devidas proporções – e sem contar as características de liderança -, ambos precisam negociar o tempo todo. Mesmos nestes casos, a negociação não pode assumir ares de cabo de guerra. Pelo menos, foi o que os oficiais americanos mais habilidosos neste sentido aprenderam com o passar dos anos, segundo artigo publicado na Harvard Business Review há algum tempo. 


Todas as estratégias usadas por eles, de acordo com o estudo, confluem para o mesmo ponto: colaboração. Sim, isso mesmo. Apesar de em lados opostos da mesa, estes negociadores descobriram que o inimigo era o problema – não quem estava do lado de lá. 



“Negociar é a arte de somar diferenças”, afirma Renato Hirata, professor da HSM Educação. “Você tem que estar pronto para se desarmar e desamar os outros”. Para que isso aconteça, explica o especialista, não dá para chegar ao processo com coisas prontas e propostas fechadas.

Afinal, a ideia de colaboração pressupõe exatamente abertura para que o outro também participe da construção do acordo. Sem este espaço, volta-se para o cenário de cabo de guerra, onde cada um puxa a corda para um lado e não se vai a nenhum lugar. 


É neste ponto que reside o problema de negociações em tempos de crise. “Em um cenário de incerteza, as pessoas têm medo e só conseguem pensar em não perder, diz Hirata. "Quando se está neste processo de ‘não perder’, você não enxerga o que quer ganhar”. Se ambos lados estão nesta situação, chega-se a um impasse.

Pensando nisso e nas estratégias dos melhores negociadores do exército americano, conversamos com especialistas para saber quais os caminhos para desatar o nó da negociação em tempos adversos. Confira: 
Tenha cartas na manga
O primeiro passo em falso em uma negociação é chegar à discussão sem cartas na manga. Quando, na sua cabeça, é tudo ou nada, as chances de se ver encurralado e aceitar qualquer coisa são maiores. 
Por isso, na teoria da negociação, criou-se o conceito BATNA, que é uma sigla em inglês para a ideia de “melhor alternativa para um acordo negociado”. 
Na prática, isso significa que você só deve encarar uma negociação quando tiver, no bolso, outras possibilidades ou rotas de escape. 
Um exemplo clássico disso é o hábito de pechinchar. Ao comparar os preços de produtos em várias lojas, você não cede ao proposto pelo vendedor logo de cara e tem mais argumentos para fechar a compra de uma maneira vantajosa. 
O ponto é que a maior parte das pessoas foi treinada a resolver problemas com base em equações prontas e não a formulá-las por conta própria.
Uma conversa para chegar a um consenso exige uma mentalidade oposta: “quando a gente equaciona o problema, entendemos que há alternativas para solucioná-lo”, diz Hirata.
Tenha uma visão do todo
No campo de batalha afegão, a pesquisa diz, os oficiais americanos buscavam entender o quadro geral em que o caso estava inserido antes de fazer qualquer movimentação.
O mesmo vale para a negociação corporativa. Se a ideia é pedir um aumento, por exemplo, vale dar um passo para trás, desfocar do umbigo e olhar todo o quadro – não só as necessidades da sua conta bancária.
Neste caso, por exemplo, vale questionar: qual a situação financeira da empresa? E do mercado em que está inserida? E o que falar sobre seus resultados? 
Defina um espectro para negociar 
Tenha claro quais são os seus limites para um acordo. Lembre-se: a negociação é como um pêndulo que oscila entre criar ou reivindicar valor, como explica o professor Marcos Citeli, do ISE Business School.
Em outros termos, você precisa saber até que ponto pode ceder e lutar ou quanto quer aceitar – seja para mais ou menos. 
“Na negociação, a ideia é conseguir encontrar o mínimo e o máximo que agrade aos dois”, afirma o especialista. Por isso, segundo ele, é importante criar uma estratégia de concessões que defina, a priori, até onde você irá ceder. 
Estabeleça uma relação de confiança
A postura que você assume durante o processo pode ser decisiva para o resultado final do debate. Por isso, nada de punhos fechados, cara amarrada e a sensação de que você está em um ringue de MMA. 
Ao escolher o tom de voz adequado, as atitudes gentis e as perguntas que demonstram interesse pela visão do outro lado, você está, indiretamente, contando para o outro que o encara como um parceiro – não um inimigo. 
“A pessoa muda a forma como se comporta com você porque não o vê mais como uma ameça”, diz Hirata. 
Revele-se aos poucos
O termo agenda oculta é caro às negociações porque na base dele estão as intenções que moldam os bastidores do acordo. “O que é colocado na mesa é apenas a ponta do iceberg”, diz o especialista. E o seu papel é tentar desvendar o que está submerso. 
Ancore um bom valor
Cuidado para, na hora de fazer sua proposta, não começar muito por baixo. “Se seu limite mínimo é 1 500, estará frito se começar por aí”, diz Citeli. 
A dica é iniciar o processo de acordo em um ponto razoável para ambos os lados. “Se meu mínimo é 1 milhão e o máximo do comprador é 2 milhões, comece com 1,9 milhão”, exemplifica o professor. “Por isso, é importante saber os limites do outro lado”.
E na hora D
O processo de negociação, como se vê, não pressupõe apenas que se exerça influência sobre o outro, mas também exige que você se deixe  influenciar.
O resultado disso é que, mais cedo ou mais tarde, você terá que tomar uma decisão. Para minimizar as perdas, a dica é mensurar os riscos. 
Como? Analisando o passado.  “Na teoria estatística, você não olha para frente, você olha para o passado. Ao olhar outras experiências, você consegue entender qual é a tendência que traz um risco menor”, diz Hirata. 

Fonte: Exame